Acelen Renewables Selects Honeywell for SAF and Renewable Diesel Fuel Production

Acelen Renewables has selected Honeywell’s Ecofining™ technology to help support the efficient production of a targeted 20,000 barrels per day of sustainable aviation fuel (SAF) and renewable diesel. The fuels will be processed at Acelen’s facility in Bahia, Brazil, from a blend of inedible seed and waste oils.

Honeywell’s Ecofining process, which was developed in collaboration with Eni SpA, offers a capital- and cost-effective solution for processing waste fats, oils and greases into renewable diesel and SAF. Blended with conventional jet fuel, the use of SAF can reduce greenhouse gas (GHG) emissions by up to 80% compared to conventional fossil fuels. Ecofining has been in use since 2013 for renewable diesel and 2016 for SAF production, making it a proven tool for helping to reduce carbon dioxide (CO[^2]) emissions, particularly in air travel.

Acelen Renewables joins a roster of companies around the world currently licensing Honeywell’s renewable fuels technology, including BP, CVR Energy, Diamond Green Diesel, Eni, Repsol, Total, and World Energy. Of the 50 licenses, eight facilities are already in operation and more than 40 licensed plants are slated to be operational by 2030. The combined renewable fuels capacity of these plants when functioning to peak efficiency will exceed 500,000 barrels per day.

“The addition of Honeywell’s Ecofining process is essential for us to meet our goal of producing one billion liters of Renewable Diesel and Sustainable Aviation Kerosene (SAF) per year from 2026 onwards, which will make our company one of the largest biofuel producers in the world. Through our “fully sustainable” project: economically, socially and environmentally responsible, we will show the world Brazil’s full capacity to produce the fuel of the future,” said Marcelo Cordaro, COO of Acelen Renewables.

About Honeywell
Honeywell is an integrated operating company serving a broad range of industries and geographies around the world. The business is aligned with three powerful megatrends – automation, the future of aviation and energy transition – underpinned by Honeywell Accelerator’s operating system and Honeywell Connected Enterprise integrated software platform. As a trusted partner, they help organizations solve the world’s toughest, most complex challenges, providing actionable solutions and innovations through our Aerospace Technologies, Industrial Automation, Building Automation and Energy and Sustainability Solutions business segments that help make the world smarter, safer and more sustainable.

Macaúba’s Net Positive potential showcased at COP28 panel in Dubai

Dubai, December 9, 2023 – A panel hosted by Acelen and the Fraunhofer Institute detailed the features affirming the net positive capability of macaúba. Panel participants included Peter Eisner, Deputy Director of the Fraunhofer Institute; Bernardo Estepha, Decarbonization and Sustainability Specialist at Acelen; Daniel Donne, Director of Carbon Asset Solutions; and Gustavo Goretti, MAPA General Coordinator of the Secretariat for Sustainable Development and Irrigation.

Bernardo opened the panel by emphasizing Brazil’s significant potential to lead the transition to green energy. He presented Acelen’s project, focusing on the production of renewable fuels, Sustainable Aviation Fuel (SAF), and Renewable Diesel from macaúba—a native Brazilian plant with high energy potential. Bernardo highlighted the project’s ability to reduce carbon emissions by up to 80%, providing the 4Fs: feed, food, fiber, and fuel. “We will export biofuel to the United States and Europe. Brazil will decarbonize the world while decarbonizing itself,” he stated. Bernardo also underscored the project’s social impact, generating 90,000 jobs, and its environmental aspects, including land restoration and the low water requirement for macaúba cultivation.

Estepha explained the origins of the Macaúba project and stressed the importance of “verticalizing” it from the beginning. He referenced research estimating the carbon credit market in Brazil as an $80 billion opportunity, asserting, “Brazil has everything to be a net exporter.” Echoing statements by Paul Polman, Estepha reinforced that Macaúba is a “net positive” raw material with entirely exploitable positive impacts.

Gustavo Goretti, representing the Ministry of Agriculture, focused on integrated crop-livestock-forest systems and ways to restore degraded soils by generating income for producer families. “Rural landscapes will be restored with forest and pasture walking hand in hand,” he declared.

Daniel Donne from Canada discussed carbon economics and explained the “MRV” system, where carbon emissions can be measured and quantified, enabling fair and standardized benchmarks. Donne listed the necessary methodologies to validate carbon dioxide measurements retained and emitted in plantations and praised Acelen’s 20-year commitment horizon, stating that it is the minimum for building a consistently regenerative performance.

Lastly, Professor Peter Eisner from the Fraunhofer Institute highlighted the versatility of Macaúba as a raw material serving various industries, not only producing energy but also foods and derivatives like bio-plastics. Eisner contextualized the global increase in demand for oil, emphasizing the need to meet this demand without deforestation, making Macaúba the ideal solution. “This is the future of agriculture,” Dr. Eisner exclaimed.

Dr. Eisner concluded by emphasizing that Macaúba is a solution respecting three pillars: social, economic, and environmental. He highlighted the ample space for value generation because macaúba can be used as fuel, feed, food, and fiber, becoming a rare zero-waste product aiding in regenerative agriculture. Additional differentiators for macaúba include its potential use on degraded lands, restoring soil health and carbon sequestration, and its cultivation in agroforestry and silvopastoral systems, without competing with food production.

Capacidade da macaúba em ser Net Positive é evidenciada durante a COP28

Participaram do painel Peter Eisner, diretor-adjunto do instituto Fraunhofer, Bernardo Estepha, especialista em descarbonização e sustentabilidade da Acelen, Daniel Donne, diretor da Carbon Asset Solutions, e Gustavo Goretti, MAPA coordenador-geral da secretaria de desenvolvimento sustentável e irrigação.

 

Dubai, 09 de dezembro de 2023 – Hoje, em Dubai, um painel realizado pela Acelen e pelo Instituto Freunhofen detalhou todas as características que comprovam a capacidade da macaúba de ser net positive. Participaram do painel Peter Eisner, diretor-adjunto do instituto Fraunhofer, Bernardo Estepha, especialista em descarbonização e sustentabilidade da Acelen, Daniel Donne, diretor da Carbon Asset Solutions, e Gustavo Goretti, MAPA coordenador-geral da secretaria de desenvolvimento sustentável e irrigação.

Bernardo abriu o painel destacando que o Brasil tem um grande potencial de liderar a transição a energias verdes e apresentando o projeto da Acelen, que tem foco principal na produção de combustíveis renováveis, SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e o Diesel Renovável, a partir da macaúba – planta nativa brasileira com alto potencial energético. Bernardo destacou que será possível reduzir as emissões de  carbono em até 80% e que o projeto é completo porque consegue prover os 4Fs: feed, food, fiber e fuel. “Vamos exportar biocombustível para os Estados Unidos e Europa. O Brasil vai descarbonizar o mundo ao mesmo tempo que se descarboniza”. Bernardo também enfatizou os aspectos sociais do projeto, que irá gerar 90 mil empregos, e ambientais, com a recuperação de terras degradadas e a baixa necessidade de água para o cultivo da macaúba.

Estepha explicou como o projeto Macaúba nasceu e que desde o princípio houve uma compreensão da importância de  “verticalizar” o projeto. Ele citou pesquisas que estimam que o mercado de crédito de carbono no Brasil representa uma oportunidade de US$80 bilhões. “O Brasil tem tudo para ser superavitário”, afirmou. Ecoando declarações dadas por Paul Polman, Estepha reforçou que a Macaúba é uma matéria-prima “net positive”, com impacto positivo por ser totalmente aproveitável.

Gustavo Goretti, representante do ministério da agricultura, focou na integração lavoura-pecuária-floresta e as maneiras de se resgatar solos degradados através da geração de renda para as famílias produtoras.  “A paisagem rural será recuperada com floresta e pastagem caminhando juntas”.

Daniel Donner do Canadá falou da economia de carbono e explicou  o sistema “MRV”, em que as emissões de carbono podem ser medidas e quantificadas, permitindo que se criem  referências justas e padronizadas. Donner elencou as metodologias necessárias para validar as medições de dióxido de carbono retido e emitido nas plantações e elogiou o horizonte de compromisso da Acelen, destacando que 20 anos é o mínimo para se construir um desempenho consequente de regeneração.

Por último, falou o professor Peter Eisner do Instituto Fraunhofer, que  explicou a versatilidade da Macaúba como matéria-prima que serve para diversas indústrias, não apenas produzindo energia, mas também alimentos e derivados como bio-plásticos. Eisner contextualizou citando o aumento da demanda mundial por óleo, mas que para atender essa demanda é necessário não desmatar, portanto a Macaúba é a solução ideal. “Esse é o futuro da agricultura”, afirmou com empolgação Dr.Eisner.

Dr.Eisner concluiu sublinhando que Macaúba é uma solução onde 3 pilares são respeitados: social, econômico e ambiental e que há muito espaço para a geração de valor porque a macaúba pode ser usada como combustível, ração, alimento e fibra, tornando-se algo raro: um produto de desperdício zero, que auxilia na agricultura regenerativa. Outros fatores que diferenciam a macaúba são o potencial de ser utilizada em terras degradadas, restaurando a saúde do solo e gerando sequestro de carbono, e seu cultivo em sistemas agroflorestais e silvipastoris, não competindo com a produção de alimentos.

Acelen Renewables gathers strategic partners for an innovative energy transition project

Unveiled during COP-28, the initiative aims to produce the first low-carbon intensity fuel derived from a Brazilian plant, the Macauba

Dubai, December 7, 2023 Acelen Renewables hosted an event on Thursday, December 7, at the Museum of the Future in Dubai, aiming to globally present its pioneering project that will propel Brazil a step forward in the global energy transition. Newly created and announced during COP-28, the company enters the market with investments exceeding $2.5 billion. The primary focus will be on the production of renewable fuels, Sustainable Aviation Fuel (SAF), and Renewable Diesel, derived from the Macauba – a native Brazilian plant with high energy potential. The company is a subsidiary of Acelen and is sponsored by Mubadala Capital, a global asset management company.

At Thursday’s event, global authorities and leaders had the opportunity to closely explore Acelen Renováveis’ key initiatives towards the energy transition. Among the guests were Saled Alsuwaidi, Ambassador of the United Arab Emirates to Brazil; Oscar Fahlgren, CIO of Mubadala Capital and head of Mubadala Capital in Brazil; Arthur Lira, President of the Chamber of Deputies; Pietro Mendes, National Secretary of Oil, Natural Gas, and Biofuels at the Ministry of Mines and Energy; Mauro Mendes, Governor of Mato Grosso; and Eduardo Sodré, Secretary of the Environment for Bahia.

To underscore the discussion on the future of the energy transition, the company invited renowned author Paul Polman, an international reference in sustainability in business, to deliver a lecture during the event. Polman was one of the key figures in developing the United Nations Sustainable Development Goals and currently collaborates with various companies to accelerate actions addressing climate change and inequality.

Throughout the ceremony, Acelen Renewables reiterated its commitment to supporting the planet in significantly reducing its CO2 emissions, integrating and supporting social and environmental development. “Alongside industry partners and players, the event marks a very important day for our company and for all those, like us, committed to developing actions that contribute to a greener future. We will produce in Brazil the fuel of the future, in a ‘fully sustainable’ project: economically, socially, and environmentally. Very pleased to say that Acelen Renewables is already part of the seed of the future,” commented Luiz de Mendonça, the company’s CEO.

“The society of the future is cooperative, and the future of power is to serve.” This phrase marked Paul Polman’s presence at the event, emphasizing that Brazil already has much to be proud of, with 92% of its energy coming from green energy sources, the largest share in the G20. “In 2022, the renewable energy sector employed 1.4 million people in Brazil, the largest in Latin America. Brazil continues to play a crucial role in biofuel technology as well, leading the way for over five decades and becoming the world’s second-largest biofuel producer,” praises Polman.

Polman emphasizes that for the planet to stay within the 1.5-degree limit, it is necessary to urgently reduce and eliminate the use of fossil fuels. “The magnitude of the crisis we face requires companies from all sectors to reconsider their business models, something challenging for corporations and countries. However, after meeting Acelen’s innovation team, I can say that my hope is confirmed. We have in our hands, with the macauba plant, a rapid potential for the well-being of the planet.”

Peter Eisner, Director of the German Fraunhofer Institute, explains that family farming in Brazil based on macauba can become a source of the country’s growth, especially if we consider local communities and native peoples. “It is very important to show that by investing in natural capital for energy transition, Brazil can grow faster and lift more people out of poverty more quickly. And that is possible,” he emphasizes.

“Deforestation has decreased in a relatively short period. It’s an economy that, with natural capital for energy transition, is becoming healthier, growing more than the rest of Latin America. And this project presented by Acelen values biodiversity, restores nature, and creates an economy around what is sustainable. We need more projects like these.”

Project Advances in Bahia and Minas Gerais

During COP-28, the company pledged to building the biorefinery in Bahia, and collaborate on establishing an innovation hub in the state, engaging local research institutions and universities. Thus, Acelen Renewables will work on the development of Macauba in Bahia and the revitalization of oil palm cultivation.

The location will be crucial for technological development and the training of small farmers in Bahia, with partnerships focused on family farming programs. Another important aspect is that the company will support the government of Bahia in mapping and identifying suitable areas for Macauba cultivation, with an emphasis on structuring agreements for the implementation of agro-industrial hubs in the region.

With the government of Minas Gerais, Acelen Renewables also announced the start of implementing a Center for Innovation and Agro-Industrial Technology (CITA), located in the city of Montes Claros. The Center will be a space for research, improvement, and development of Macauba. Consequently, the company will produce high-quality Macauba seeds and seedlings, enhancing the importance of the native plant in the energy transition process.

“The research and development of this Macauba seedling micropropagation protocol are unprecedented worldwide and represent a significant step for the production of a promising crop,” emphasized the CEO of Acelen Renewables.

Innovative Partnerships

Acelen Renewables seized the importance of COP-28 to promote the signing of several contracts with strategic partners.

On this occasion, several partnerships were established: with Honeywell, which will be the technology licensor and supplier of advanced engineering for the Ecofining TM unit for the production of renewable fuels; with ALFA LAVAL, responsible for developing and implementing the vegetable oil refining solution, and with AFRY, the selected company to carry out the basic engineering of the unit and provide consulting services to obtain the necessary Environmental Alteration License (LA) for the project.

About Macauba – a Brazilian plant with high oil productivity per hectare and highly competitive compared to other crops, it offers greater efficiency in water and nutrient use. As a native perennial species, it enables a range of environmental services such as conservation or even biodiversity recovery, as degraded areas are replaced by macauba forest systems. This allows for vegetation cover, conserving soil and its biota, contributing to water resource recovery, and serving as a food source for native birds and other animals. Its cultivation will follow the best agricultural and environmental practices, promoting carbon capture and reducing CO2 emissions from seed to fuel.

Acelen Renováveis reúne parceiros estratégicos para projeto inovador de transição energética

Apresentada durante a COP-28, a iniciativa vai produzir o primeiro combustível de baixa intensidade de carbono, derivado de uma planta brasileira, a Macaúba.

Dubai, 07 de dezembro de 2023 – A Acelen Renováveis promoveu nesta quinta-feira, dia 07 de dezembro, um evento no Museu do Futuro, em Dubai, com o objetivo de apresentar globalmente seu projeto pioneiro que colocará o Brasil um passo adiante na transição energética mundial. Recém-criada e anunciada durante a COP-28, a empresa chega ao mercado com investimentos de mais de US$ 2,5 bilhões. O foco principal será a produção de combustíveis renováveis, SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e o Diesel Renovável, a partir da macaúba – planta nativa brasileira com alto potencial energético. A companhia é uma empresa da Acelen e tem como principal patrocinador a Mubadala Capital, uma empresa global de gestão de ativos.

No evento desta quinta-feira, autoridades e lideranças globais tiveram a oportunidade de conhecer de perto as principais iniciativas da Acelen Renováveis rumo à transição energética. Entre os convidados, estiveram presentes Saled Alsuwaidi, Embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Brasil; Oscar Fahlgren, CIO da Mubadala Capital e head da Mubadala Capital no Brasil; Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados; Pietro Mendes, Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia; Mauro Mendes, Governador de Mato Grosso e Eduardo Sodré,  Secretário de Meio Ambiente da Bahia.

Para dar mais ênfase à discussão sobre o futuro da transição energética, a empresa convidou o renomado autor Paul Polmam, referência internacional em sustentabilidade nos negócios, para promover uma palestra durante o evento. O executivo foi um dos responsáveis por desenvolver os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e hoje trabalha com diversas companhias para acelerar as ações para enfrentar as mudanças climáticas e a desigualdade.

Ao longo da cerimônia, a Acelen Renováveis reforçou o compromisso de apoiar o planeta a reduzir significativamente suas emissões de CO2, integrando e apoiando o desenvolvimento social e ambiental. “Ao lado de parceiros e players do setor, o evento marca um dia muito importante para a nossa empresa e para todos aqueles que, assim como nós, estão empenhados em desenvolver ações que corroborem para um futuro mais verde. Vamos produzir no Brasil o combustível do futuro, em um projeto “fully sustainable”: econômico, social e ambientalmente. Muito feliz em poder dizer que a Acelen Renováveis já faz parte da semente do futuro”, comentou Luiz de Mendonça, CEO da empresa.

Projeto avança na Bahia e Minas Gerais

Ainda durante a COP-28, a empresa se comprometeu com a construção da biorrefinaria na Bahia, além da cooperação para a criação de um hub de inovação no Estado, com a participação de instituições de pesquisa e universidades locais. Dessa forma, a Acelen Renováveis atuará no desenvolvimento da macaúba na Bahia e na revitalização do cultivo de dendê. O local será fundamental para o desenvolvimento tecnológico e a capacitação de pequenos agricultores baianos, com parcerias focadas em programas de agricultura familiar. Outro ponto importante é que a empresa apoiará o governo da Bahia no mapeamento e identificação das áreas de aptidão para o cultivo da macaúba, com ênfase na estruturação de acordos para implantação de polos agroindustriais na região.

Com o governo de Minas Gerais, a Acelen Renováveis também comunicou o início da implantação de um Centro de Inovação e Tecnologia Agroindustrial (CITA), localizado na cidade de Montes Claros. No Centro, será construído um local para pesquisa, aprimoramento e desenvolvimento da macaúba. Com isso, a empresa vai produzir sementes e mudas de macaúba de alta qualidade, potencializando a importância da planta nativa no processo de transição energética.

“A pesquisa e o desenvolvimento deste protocolo de micropropagação de mudas de macaúba são inéditos no mundo e representam um passo importante para a produção de uma cultura promissora”, reforçou o CEO da Acelen Renováveis”.

Parcerias inovadoras

A Acelen Renováveis aproveitou a importância da COP-28 para promover a assinatura de alguns contratos com parceiros estratégicos.  Na ocasião, foram firmadas parcerias com a Honeywell, que será a licenciadora da tecnologia e fornecedora da engenharia avançada para a unidade  Ecofining TM de produção dos combustíveis renováveis, a  ALFA LAVAL, responsável por desenvolver e implantar a solução de refino dos óleos vegetais, e a AFRY, empresa selecionada para realizar a engenharia básica da unidade e a execução de serviços de consultoria visando a obtenção da Licença Ambiental de Alteração (LA) necessária ao projeto.

Sobre a Macaúba – planta brasileira com alta produtividade de óleo por hectare e altamente competitiva em relação a outras culturas, oferece maior eficiência no uso da água e nutrientes. Como espécie perene nativa, possibilita uma gama de serviços ambientais como a conservação ou até mesmo a recuperação da biodiversidade, à medida que áreas degradadas serão substituídas por sistemas florestais de macaúba. Com isso, permite a cobertura vegetal, conservando o solo e sua biota, contribuindo para a recuperação de mananciais de água e servindo de fonte de alimento para aves e outros animais nativos. Seu cultivo será feito utilizando as melhores práticas agrícolas e ambientais, favorecendo a captura de carbono e a redução de emissão de CO2 da semente ao combustível.

CEO da Acelen Renováveis destaca que a Macaúba é o óleo do futuro durante a Abu Dhabi Sustainability Week

Luiz de Mendonça apresentou os 4Fs da matéria prima originária do Brasil –  Food, Feed, Fiber e Fuel – e destacou como a macaúba representa o futuro dos biocombustíveis com baixa emissão de carbono.

 

Direto da COP28, em Dubai, o CEO da Acelen, Luiz de Mendonça, apresentou no Abu Dhabi Sustainability como a macaúba será uma das líderes da transição energética e parte integrante do futuro dos biocombustíveis com baixa emissão de carbono. “Quero apresentar aqui essa pequena planta originária do Brasil, a macaúba: ela pode resolver o problema de matéria-prima para a questão dos combustíveis renováveis”.

Mendonça explicou que a macaúba é o que se chama de matéria-prima 100% utilizável porque engloba os 4Fs – Food, Feed, Fiber e Fuel – e é totalmente sustentável social, econômica e ambientalmente. Outro destaque do projeto, de acordo com o CEO, é o impacto na agricultura familiar da Bahia e na formação do ecossistema de parceiros estratégicos, como universidades brasileiras e o Instituto Alemão Freunhofen.

Mendonça também afirmou que os investimentos da Acelen são de mais de USD$ 2.5bi nos próximos anos para a produção de combustíveis renováveis e que este é um projeto único e transformador, que marca o protagonismo da empresa na transição energética. Ele destacou ainda a geração de mais de 90 mil postos de trabalho diretos e indiretos e a redução de até 80% as emissões de CO2 se comparado ao combustível fóssil.

Confira a apresentação em inglês

Rumo à COP30, Brasil tem potencial de ser um dos protagonistas da transição energética

Marcelo Lyra, vice-presidente de Comunicação, Relações Institucionais e ESG da Acelen, mostra que o Brasil pode ser um ‘hub de economia verde’. Também participaram do painel André Valente, líder de sustentabilidade da Raízen, e Ligia Sato, gerente de Sustentabilidade da Latam.

 

Durante painel realizado no estande da CNI na terça-feira (5), na COP28, em Dubai, o vice-presidente de Comunicação, Relações Institucionais e ESG da Acelen, iniciou a apresentação com números de um estudo da McKinsey que mostram a dimensão monetária da liderança do Brasil na transição energética. De acordo com os dados, o Brasil tem oportunidades no setor de U$30 bi até 2040 em energias renováveis, U$60 bi em power based energy e U$ 35 bi em mercado de carbono. “Ao que tudo indica, o Brasil tem um potencial gigantesco de se transformar um ator muito relevante da transição energética”.

Em relação ao potencial monetário relacionado ao setor de combustíveis renováveis no Brasil, Lyra aponta que é de U$40 bi até 2040. “Estamos saindo da opção do petróleo para múltiplas alternativas. Além da motivação econômica, temos a emergência ambiental, a sobrevivência do planeta”.

Lyra destacou que a Acelen já anunciou  investimentos de mais de US$ 2,5 bilhões, com foco principal na produção de combustíveis renováveis, SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e o Diesel Renovável.

Lyra explicou, ainda, que há um conjunto de alternativas potenciais de transição energética no país. “O Brasil pode fazer a mudança de 47% de energia elétrica, que pode englobar a energia solar e eólica, além da possibilidade de produzir um dos hidrogênios verdes mais baratos do mundo e do crescimento do setor sucroalcoleiro”.

André Valente, líder de sustentabilidade da Raízen, destaca que o Brasil tem atributos inigualáveis e está onde muitos países queriam estar em termos de matriz energética e elétrica renovável. “Temos acesso à terra, matéria-prima, processos eficientes, rastreabilidade, logística ativa e custo de produção acessivel”. Como exemplo, Valente citou o etanol de segunda geração. Sobre o papel do Brasil, ele explica que o Brasil é um green power que vai ajudar o mundo. “Temos o dever de fazer que isso seja um consenso global”.

Lígia Sato comentou que a Latam tem uma estratégia ESG alinhada aos objetivos da ONU  com três pilares: mudanças climáticas, economia circular e valor compartilhado. “A aviação é responsável por 2% das emissões de carbono. Estabelecemos o compromissos de sermos crescimentos neutro, reduzir e compensar 50% das emissões domésticas até 2030, ser netzero até 2050 e usar 5% de SAF até 2030 nas nossas operações”.

Em painel na COP28, parceiros reforçam compromisso da aviação global com o sucesso do projeto Macaúba.

Stakeholders nas áreas de produção, indústria, comércio e regulação estão alinhados para acelerar transição energética.

 

Em painel no estande da CNI, realizado terça-feira (5), o VP de Novos Negócios da Acelen, Marcelo Cordaro, iniciou as discussões explicando os pilares do projeto da Acelen, que investirá mais de R$ 12 bilhões na produção de Diesel Renovável e SAF (Combustível Sustentável de Aviação), à base de Macaúba.

Cordado enumerou os ganhos sociais, econômicos e ambientais. “Com foco na recuperação de terras degradadas, serão implantados ao menos 5 hubs agroindustriais com cultivo de macaúba. Ao todo serão 200 mil hectares de terras no Estado da Bahia e em Minas Gerais através de parcerias público/privadas e utilização de agricultura familiar, com captura de até 355 ton/ha de CO2. Na área ambiental, a previsão é que a plantação capture 60 milhões de toneladas de CO2 ao longo de 20 anos. Vamos produzir no Brasil o combustível do futuro, em um projeto “fully sustainable”: econômico, social e ambientalmente”.

Ao longo do projeto, a expectativa é movimentar mais de R$ 85 bilhões na economia e gerar mais de 90 mil postos de trabalho diretos e indiretos, e reduzir em até 80% as emissões de CO2 se comparado ao combustível fóssil, reforçando o compromisso da empresa com um futuro mais sustentável.

Nesse contexto, os parceiros na indústria (Airbus), comércio (AmCham) e regulatório (governo federal) expressaram desejo de acelerar a implementação de ações para harmonizar todos participantes da cadeia produtiva.       

Na sequência o Oliver Husse, diretor de sustentabilidade e meio-ambiente da Airbus demonstrou que a indústria está comprometida em criar soluções de compatibilidade em SAF. Os aviões querem ser mais verdes e Husse destacou que há um compromisso garantido da Airbus. “O projeto está alinhado aos planos da empresa. Queremos garantir que todos os aviões da Airbus (civil e militar) sejam 100% compatíveis com a SAF até 2030”.

Abraão Neto, CEO da Amcham Brasil, destacou a necessidade de desenvolver uma abordagem coerente entre Brasil e Estados Unidos quanto à regulação do comércio dos biocombustíveis.

Neto recomendou a adoção de um marco regulatório brasileiro claro, para que os biocombustíveis do Brasil possam ser exportados facilmente, competindo no mercado global com um padrão unificado, o que facilita as trocas.

O CEO da AmCham também destacou pontos estratégicos da abordagem que precisam ser consolidados: quadro regulatório, certificações internacionais, cálculo de SAF através de crédito de carbono (book and claim) e carga tributária: isonomia de impostos. “Existe uma oportunidade para impulsionar a produção de SAF e alcançar a meta de carbono neutro. O setor de aviação é crucial no esforço global contra as mudanças climáticas e como contribuição significativa para a descarbonização.

Na sequência, falou Juliano Noman, Secretário de Aviação Civil, elogiando a sintonia dos setores. “Todos os stakeholders estão bem alinhados”, elogiou.  O governo mira em 115 milhões de brasileiros que ainda não voam habitualmente por causa dos custos. A intenção primária do governo com o apoio ao SAF sustentável é reduzir o preço das passagens para poder popularizar a aviação no Brasil para além das classes A e B.

Noman também reforçou que há motivação política sincera para acelerar a regulamentação do SAF. Um marco regulatório será atingido, garantiu. “O SAF é a grande estrela para a descarboniação. Há a necessidade de um padrão global de regulação devido à natureza global da aviação. É importante o alinhamento entre governo, sociedade civil, indústria e companhias aéreas em relação aos objetivos e ao caminho para a descarbonização”.

Towards COP30, Brazil has the potential to be one of the leading players in the energy transition

Marcelo Lyra, Vice President of Communications, Institutional Relations and ESG at Acelen, shows that Brazil can be a “green economy hub”. André Valente, Sustainability Leader at Raízen, and Ligia Sato, Sustainability Manager at Latam, also took part in the panel.

During a panel held at the CNI stand on Tuesday (5) at COP28 in Dubai, Acelen’s Vice President of Communications, Institutional Relations and ESG began his presentation with figures from a McKinsey study showing the financial dimension of Brazil’s leadership in the world’s energy transition. According to the data, Brazil has opportunities of U$30 billion in renewable energies by 2040, U$60 billion in power-based energy and U$35 billion in the carbon market. “It seems that Brazil has huge potential to become a very important player in the world’s energy transition.”

Lyra points out that the financial potential related to renewable fuels in Brazil is U$40 billion by 2040. “We are moving away from the oil option towards multiple alternatives. In addition to the economic motivation, we have the environmental emergency, the survival of the planet.”

Lyra said that Acelen has already announced investments of more than US$ 2.5 billion focused mainly on the production of renewable fuels: SAF (Sustainable Aviation Fuel) and renewable diesel.

Lyra also explained that there are a number of potential energy transition alternatives in the country. “Brazil can change 47% of its electricity by including solar and wind energy and can produce one of the cheapest green hydrogens in the world, not to mention the growth of sugar and alcohol in the country.”

André Valente, Raízen’s Sustainability Leader, points out that Brazil has unparalleled features and is where many countries would like to be in terms of renewable energy and electricity matrix. “We have access to land, raw materials, efficient processes, traceability, active logistics and affordable production costs.” Valente mentioned second-generation ethanol as an example. Regarding the country’s role, he explains that Brazil is a green power that will help the world. “We have the duty to build a global consensus on this.”

Lígia Sato commented that Latam has an ESG strategy aligned with the UN’s objectives based on three pillars: climate change, circular economy and shared value. “Aviation accounts for 2% of carbon emissions. We have established the commitment to have carbon-neutral growth, reduce and offset 50% of our domestic emissions by 2030, be net zero by 2050 and use 5% of SAF by 2030 in our operations.”